Katsumoto

História do Judô

CLIQUE AQUI E VEJA A HISTÓRIA DO JUDÔ NO BRASIL Riuzo Ogawa, o verdadeiro introdutor. 

 

DESTACAMOS A INSTITUIÇÃO HOMBU BUDOKAN como A VERDADEIRA pioneira escola de Judô no Brasil, Chegava ainda ao Brasil em 1934 o mestre Ryuzo Ogawa, 8º dan, fundando a academia Ogawa (Budokan), com o único objetivo de aprimorar a cultura física, moral e espiritual, através do esporte de quimono, obedecendo aos princípios morais e filosóficos pregados pelo mestre Jigoro Kano. Não se poderá deixar de reconhecer que o grande passo para o crescimento do judô no Brasil foi iniciado com o mestre Ogawa, em 1938, quando o mesmo juntamente com um grupo de idealistas oriundos do longínquo Japão, começaram um trabalho de amplos ideais, que visava projetar este nosso esporte na preferência dos brasileiros, separando-o definitivamente do ju-jutsu. Esse trabalho foi à conquista final para a confirmação do judô no Brasil, sobrepondo-se ao ju-jutsu e expandindo-se rapidamente para o interior, onde em algumas regiões, embora muito discretamente já era praticado. Com a mesma intensidade e rapidez investiu também para outros estados, alastrando-se praticamente por todo Brasil.

Judô é uma palavra japonesa que se decompõe em Ju e Do.

Ju significa agilidade, não resistência, suavidade; Do, traduz-se por via, meio ou caminho. Assim, judô é “a via da não resistência” ou “o  meio ágil”, o caminho que leva  a uma vida equilibrada, utilizando um método de educação física e mental baseado numa disciplina de combate com mãos nuas. Originou-se do jiu-jítsu cuja história é de difícil relato pela falta de documentos comprovadores de sua origem. O judô moderno vem dos anos 1882, derivado de formas de combate em voga no século XVI, em pleno feudalismo nipônico.

Essa arte guerreira de luta corpo a corpo, é geralmente chamada jiu- jítsu – técnica da ligeireza, segundo alguns historiadores japoneses vem já do ano 660 a.C.. Na antigüidade a luta não era praticada como desporto “era, simplesmente, o meio de fazer os outros chegarem à razão, pela força” ou  as vezes, a “finalidade era suprimir um inimigo”.

Os métodos de combate foram melhorando conforme o progresso da civilização; os chineses e os egípcios já usavam notáveis técnicas de luta.

A luta corpo a corpo e as outras artes marciais encontraram campo fértil para se desenvolverem no Japão, quando vivia o regime feudal do imperador e o país estava dividido em distritos militares e eram guerreiros temíveis.

A  influência da cultura chinesa no combate de mãos  nuas foi considerável, pois a China aplicava métodos aperfeiçoados de luta;  a sua filosofia, a sua medicina e a sua ciência em geral, haviam originado terríveis métodos de combates.

De 1867 a 1912 foi introduzida no Japão a civilização ocidental, o país adotou as ciências, artes e técnicas da Europa bem como a pólvora e suas primeiras armas de fogo. Em conseqüência, as artes marciais foram abandonadas, as armas brancas e os métodos  de luta formam deixados pouco a pouco; somente os samurais lhes permaneceram fiéis.

Jigoro Kano (o fundador) iniciou- se na prática de ginástica, remo e o basebol para fortificar seu corpo; porém, esses desportos eram demasiado violentos para sua débil constituição; nas brigas entre estudantes Kano era sempre derrotado. Ferido na sua qualidade de filho de um samurai decidiu estudar o jiu- jitsu.

Vivendo no templo com alguns alunos e uma velha criada, dedicou- se pacientemente a elaborar um sistema de Educação Física e formação de caráter, baseado no jiu-jitsu, eliminando os defeitos desse, e formando um método de treino similar ao de outros desportos ocidentais.

Kano sintetizou as melhores técnicas do jiu- jitsu, selecionou os golpes mais eficazes e mais racionais, eliminou as práticas perigosas e incompatíveis com o elevado fim que ele visava; aperfeiçoou a maneira de cair, inventou os princípios das quedas de amortecimento, criou uma vestimenta especial de treino - o judogui, mais adequado para não  provocar ferimentos como o antigo traje.

O jiu-jitsu era uma prática guerreira baseada na ligeireza do corpo e do espírito. Kano pensou que a sua nova arte devia ter outro nome, pois o fim visado era completamente diferente. O seu anseio era descobrir uma autêntica forma de viver baseada na racional utilização da energia humana, algo sensato que levasse o homem a harmonia nas adversidades. Chamou esta nova ciência - JUDÔ.

A primeira escola de judô foi batizada de KODOKAN - escola para o “Estudo da Via”, desde 1882, no dojô de Jigoro Kano. Multiplicavam-se os encontros entre diversas escolas de jiu- jitsu e os vencedores se tornavam professores da polícia. Kodokan alcançou a sua primeira vitória em 1886.

Em  1887 o governo japonês instituiu uma escola nacional de todas as artes marciais - O BUTOKUKAI. O judô passa a ser ensinado pelos mestres Isogai, Nagaoka, Samura, Tabata e Kurihara, embora os ensinamentos sejam feitos sob a égide de Kano, o Butokukai se tornou um rival do Kodokan.

Logo a seguir surge a Federação - O Kosen, novo rival do Kodokan que, porém, continuava a sua ascensão passando pouco tempo depois a ser ensinado oficialmente nas escolas de todo país.

Uma síntese harmoniosa começa fazer sentir nos costumes nipônicos. O público  sente a necessidade de se  retemperar numa arte  de viver sóbria e disciplinada. A cultura do corpo e do espírito passa a ser uma necessidade: o judô parece ser a solução indicada.

Contribui assim, pelo seu valor interno, para a restauração de muitas das artes marciais. Nas classes secundárias - e mesmo  em inúmeras classes primárias -  o judô é inscrito no programa  do curso. Kano organiza uma pedagógica do judô: O GOKIO, com  a ajuda dos mestres Yoko-yama, Yamashita, Nagoaka  e Itsuka. As técnicas perigosas são eliminadas. O Gokio será completamente revisto em 1920 por uma dúzia dos maiores mestres, ficando inalterável até os dias atuais.

Em 1909, o Kodokan torna- se uma instituição pública. É nessa época que os Katas, estabelecidos pelo Butokukai, são  ensinados no Kokokan e formam os primeiros fundamentos do Judô: Nague-no- kata, kumi-no- kata e o katame- no-kata vêm juntar-se ao Ju- no-kata e Itsutsu- no-kata, elaborados em 1887.

Atualmente os praticantes de judô, de ambos os sexos, ultrapassam a dez milhões. Existem em todo o mundo mais de quinhentos mil faixas pretas. Cerca de trinta federações nacionais controlam milhares de clubes e estão, por sua vez, dependentes de cinco uniões continentais de judô. O organismo supremo é a Federação Internacional de Judô.

Jigoro KanoNascido em 28 de outubro de 1860, em Mikage, distrito de Hyogo, filho de Jirosaku Maresiba Kano, Jigoro Kano com apenas onze anos de idade transferiu-se para Kioto para estudar o idioma inglês, então indispensável para o progresso em qualquer sentido e que, possibilitou mais tarde, tornar-se professor e tradutor dessa língua e, ainda, montar sua própria escola em Tóquio, o Kobudokan. Golgou um a um os degraus da Escola Imperial Japonesa chegando ao segundo grau. Após sua morte, ocorrida em 4 de maio de 1938, portanto, com 77 anos de idade, quando voltava do Cairo onde participou da Assembléia Geral do Comitê Internacional dos Jogos Olímpicos. Era de baixa estatura medindo escasso 1,50 metro e seu peso, proporcional á altura não ia além de 50 quilos.

Entretanto, compensava seu pequeno porte físico com uma tenacidade brilhante. Ao longo de sua vida registrou-se uma corrente contínua de grandes realizações pessoais, graças aos valores invulgares de sua personalidade.

Aos dezessete anos, teve seu primeiro professor, mestre Fukuda da Escola Coração de Salgueiro, depois mestre Iso, e ainda Iikugo. Buscou conhecimentos também em outras escolas, para tanto estudando com rara persistência o que lhe permitiu um pouco mais tarde formar um conjunto de técnicas, regras e princípios que viriam a se constituir o Judô que hoje conhecemos.

Formado pela Universidade Imperial de Tóquio, em Letras e Ciências Estéticas e Morais, no ano de sua formatura 1882, funda sua escola, o Kodokan, na qual pretendeu impulsionar um novo método de luta mais esportiva, mais intuitiva, mais segura e sem os segredos que impediam uma divulgação generalizada para que todos pudessem usufruir, desde criança até adultos de idade mais avançada.

Sua vida não ficou conhecida nem marcada e não atingiu as culminância só através do Jiu- Jitsu e do Judô; mas a sua cultura lhe possibilitou galgar altos postos no Ensino, no Esporte e no governo de seu país. Foi professor, vice- presidente e reitor do Colégio dos Nobres. Adido do Ministro da Casa Imperial, Conselheiro do Ministro da Educação Nacional, Diretor da Escola Normal Superior e, ainda, Secretário da Educação Nacional.

Fundou sociedades e institutos para jovens e também o primeiro clube de baisebol do Japão. Editou revistas, viajou para Europa e América do Norte em missão cultural. Foi ainda diretor da educação primária, presidente do Centro de Estudos das Artes Marciais (Botukukai) e o primeiro japonês  a pertencer ao Comitê Olímpico Internacional e, ainda, presidente da Federação Desportiva do Japão.

Em 1922 passou a dedicar-se exclusivamente ao Judô, ainda como membro da Câmara Alta, professor honorário da Escola Normal Superior de Tóquio e Conselheiro do Gabinete Japonês de Educação Física.

Essas são algumas de suas muitas atividades, outras não foram aqui mencionadas, sabendo-se que sua busca de realizações foi muito além do normal notadamente para quem como Kano introduziu também o desporto e a Educação Física no plano educacional do Japão, fato esse que já seria o suficiente para perpetuar seu nome como educador e como esportista. Leva Jigoro Kano o galardão de Pai da Educação Física do Japão.

Hoje, nosso mestre é cultuado em sua pátria e também em todos os países do mundo. Dos mais modestos aos requintados dojôs, centenas de milhares de esportistas usufruem de sua obra O JUDÔ.

Não obstante tanto sucesso, para que o Judô se impusesse, teve que enfrentar dezenas de desafios, não só por parte de diversos estilos de Ju-Jitsu descontentes, mais também em relação aos outros que queriam se impor.É de bom alvitre informar que os mais famosos professores de Ju-Jitsu em seus respectivos estilos vieram a agregar-se ao novo estilo do Dr. Jigoro Kano, passando a participar da sistematizada metodologia do Kodokan. Contudo, também existiram professores famosos de outros estilos de Ju-Jitsu que contestavam aquele novo que se impunha provocando desafios constantes em todos os lugares. Um dos estilos de Ju- Jitsu, o mais forte e temido, era o YOSHIM- RIU, que era inclusive o estilo mais tradicional e tendo a frente o mestre HIKOKURO- KOZUCA, fez frente o Kodokan. A oportunidade do teste ocorreu quando a polícia de Tóquio precisou escolher um professor para dar aula de Defesa Pessoal.

O Kodokan apresentou os seus instrutores, tendo o mesmo feito, mestre Hikokuro- Kozuca.Objetivando fazer uma seleção para a luta, ficou estabelecido que 10 competidores de cada escola representariam os seus estilos e no dia pré - estabelecido, existiriam as aludidas lutas (10), tendo como resultado final a Vitória esmagadora do Kodokan com nove (9) vitórias e um (1) empate sobre o estilo de Ju-Jitsu da escola de YOSHIM- RIU.Isto foi um caos, uma vez que somando aos méritos já divulgados pelo Ocidente sobre o judô, a fama inteira para uma nação (Japão), o reconhecimento por parte do IMPERADOR e agora no caso concreto, a demonstração inconteste de sua superioridade, fizeram que praticamente o JU-JITSU desaparecesse do Japão. Mister Salientar que apesar da vitória retumbante no caso da POLÍCIA DE TÓQUIO, embates e mais embates existiram, nunca tendo o JUDÔ conhecido qualquer derrota frente às dezenas de estilos de jiu- jitsu.  Em 1886, ficaram famosos os embates travados com os tradicionais estilos de ju- jitsu, tendo saído vitoriosos os representantes do JUDÔ decorrentes das duas lutas que existiram e que mereceram ser alvo de um livro romanceado chamado “SUGATA SANSHIRO” do escritor da época “TSUNEO TOMITA”.Nesta época eram famosos seus alunos SHIRO SAIGO e YOKOYAMA que puseram em fuga de uma vez por todas os demais professores descontentes, não só dos estilos JU- JITSU, como também de outras Artes Marciais que testaram o JUDÔ e se deram mal.

IRO SAIGO foi campeão imbatível e inúmeras vitórias foram alcançadas para a consolidação do JUDÔ, nunca tendo sido derrotado, especialmente, pelos maiores nomes e campeões de outros estilos de Ju-jitsu, a exemplo de TARÔ TERUSHIMA, KOTI ENTARÔ, etc., etc., e ainda sobre HIGAKI KIGZABURO, DE OKINAWA.

Mister salientar que, embora possuísse 57 kg e 1,55 metros de altura,venceu a todos, mesmo aqueles extraordinariamente mais bem dotados fisicamente. O caminho para o Judô estava aberto, sem opositores de qualquer estilo ou outra Arte Marcial, imperando de forma absoluta até a nossa época, quando mais uma vez o novo estilo (judô) foi conclamado a ratificar pela, digamos, centésima vez que era imbatível em pé ou no chão, uma vez que possuía todas as técnicas possíveis, existentes e necessárias numa luta real, desde a projeção ao traumatismo (atemi-waza), torções, estrangulamentos, chaves, esquivas, imobilizações, tai-sabaki, Kiai, tanto procedendo em pé, como no chão. Aliás, como já informado, O JUDÔ é a soma de conhecimentos e técnicas ofensivas e defensivas de múltiplos estilos de Jiu-Jitsu.

 

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